Para onde caminhamos?

27 de Setembro, 2020 Por admin_sim

Beneficiando deste espaço que foi criado para podermos expressar a nossa opinião, aproveito a oportunidade para lançar uma pequena “semente” na nossa Terra que é Mondim de Basto.

Todos nós conhecemos a beleza do nosso concelho, todos nós já nos vangloriamos sobre o nosso património natural e sobre a gente da nossa Terra. O município tem divulgado o nosso património, é uma boa aposta sim senhor, o “único” problema aqui é que, tal como eu, muitos de nós assiste, partilha e elogia à distância.

Já se perguntaram porquê? Já nos perguntaram porquê?

A desertificação demográfica e envelhecimento da população não é um problema só de Portugal, mas europeu, não nos façamos de desgraçados porque não o somos! Para os mais distraídos, realço que nunca tivemos gerações tão bem formadas.

Aproveitando os bons exemplos do nosso país, temos hoje cidades e vilas do interior que conseguiram reverter a situação apostando numa área não só do futuro, mas claramente do presente.

O Fundão decidiu adotar políticas para facilitar a criação de empresas e fixação da população há cerca de uma década, e hoje está a colher os seus frutos (para além da cereja que é bem conhecida). Um dos sectores que mais frutos trouxeram a esta cidade está ligado às Tecnologias da Informação (IT).

De que “frutos” estou eu a referir-me? Mais de meio milhar de empregos qualificados na área! Posso também referir o que isso trouxe em paralelo ao território: dinamização da restauração e hotelaria, do mercado imobiliário, da construção civil, e de todos os serviços já existentes que permitem hoje proporcionar uma excelente qualidade de vida aos novos Fundanenses e aos antigos que, entretanto, decidiram regressar.

A cidade do Fundão não foi a única que optou por traçar este caminho. Outro exemplo é Proença-a-Nova, um concelho da dimensão de Mondim de Basto, que foi capaz de obter resultados proporcionais aos do Fundão e tem hoje cerca de 150 novos profissionais nesta área.

Já refletiram sobre o que é necessário para criar uma PME neste setor ou até um pólo de uma multinacional? Um espaço físico, mesas, cadeiras, uma ligação à internet, um computador e profissionais. Dito assim, até parece simples não?

Não é preciso reinventar a roda nem mover meio mundo para ter uma infraestrutura destas a funcionar. Apenas é necessária vontade e políticas adequadas que pretendam fixar e atrair população e não garantir que tenham apenas uma boa estadia.

Espero que esta semente cresça e, de alguma forma, comece a rachar estas políticas de granito.

Micael Lopes

*As opiniões expressas nos artigos são da completa e exclusiva responsabilidade dos seus autores.