A necessidade das relações intergeracionais

7 de Maio, 2021 Por admin_sim

Nas últimas décadas o envelhecimento da população portuguesa subiu significativamente e tende a aumentar.  A estimativa, de acordo com dados do INE, é que até 2080 a população portuguesa diminua de 10,3 milhões de pessoas para 8,2 milhões e que o número de jovens diminua de 1,4 para 1,0 milhões enquanto o de idosos suba de 2,2 para 3,0 milhões.

Segundo o INE, em 2010 havia no concelho de Mondim de Basto 132 idosos por cada 100 jovens, em 2019 o número de idosos por cada 100 jovens era já de 227.

Esta sociedade atual, considerada por muitos como sociedade do “descartável”, tende a segregar pessoas em grupos com ideias e culturas próprias, quase sempre classificadas por faixas etárias, que se fecham para os contactos com as demais gerações.

Assim sendo, promove-se o aumento das diferenças e o número de sujeitos sociais excluídos, principalmente os de idade mais avançada. Desta forma, a memória e a história ficam secundarizadas, com enorme prejuízo cultural para todas as gerações. E o que será feito da nossa história? E qual o papel dos nossos jovens?

Os valores humanos e culturais reconhecidos pelos mais velhos tendem em desaparecer se nada for feito. Urge romper com este paradigma e envolver todos aqueles que têm responsabilidades para com a sociedade num projeto digno e com futuro, onde os mais idosos possam partilhar e socializar com os mais novos e as novas gerações com as gerações de sempre.

É caso para dizer que da necessidade surge o proveito… que possa ser um proveito para o Futuro de todos.

João Carlos Marques

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