Caminho: o Bom, o Mau e o Vilão

2 de Junho, 2021 Por admin_sim

Um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento e crescimento económico de um território passa pela construção integrada de um conjunto de acessibilidades que promovam a mobilidade de pessoas e bens. É igualmente importante promover e criar acessibilidades que facilitem a vida aos cidadãos que aí vivem.

Num primeiro ponto de análise, sobre o posicionamento regional do Nosso Concelho, constata-se que infelizmente, e mesmo com a recente construção da nova ligação ao concelho de Celorico de Basto, continuamos a ser o concelho da Região de Basto com as piores acessibilidades. Continuamos sem uma ligação direta a uma autoestrada, devendo a construção à A7, via freguesia de Atei, ser uma prioridade absoluta e imprescindível para alavancar o desenvolvimento económico do concelho de Mondim de Basto.

Num segundo ponto de análise, sobre a mobilidade interna do concelho, impõe-se uma reflexão séria e cuidada sobre a falta de manutenção das ligações rodoviárias entre as aldeias e a sede do concelho. Merece igual reflexão a escassez de novos acessos concretizados na última década.

Por fim, mas não menos importante, uma análise das acessibilidades às habitações. Ao percorrermos o concelho fica difícil perceber se em algum momento foi estabelecida uma ordem de prioridades para o seu melhoramento. 

Aquilo a que assistimos de alguns anos a esta parte é um conjunto desgarrado de remendos ou arranjos pontuais, cuja prioridade parece depender da cor da “camisola” que se usa, ou então das reclamações que surgem via Facebook.

Em pleno Séc. XXI o concelho possui inúmeras “ruas” de acesso a habitações, que não passam de caminhos, esburacados, sinuosos e lamacentos, onde um automóvel ou uma ambulância não chegam de maneira nenhuma. Não consigo entender a forma descarada e corajosa como se continuam a dar explicações em discursos políticos redondos, que nada dizem, apenas pretendem justificar o injustificável. Temos que ser muito mais exigentes.

São demasiados anos e orçamentos de muitos milhões para se aceitar que tudo permaneça praticamente igual. Investir na melhoria dos acessos à habitação de muitos mondinenses não tem sido prioritário e tem que passar a ser. Enquanto um mondinense, um só que seja, viver sem um acesso condigno à sua habitação, não podemos dizer que estamos no bom caminho.

Em breve voltarão as promessas de sempre, de que agora será feito o que não foi cumprido em 12 anos, num complexo jogo psicológico, digno de um qualquer filme americano, onde vale quase tudo para se tentar manter o poder.   

Vitor Costa
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